Após a pausa de junho e em linha com o esperado pelo mercado, o FED aumentou o intervalo objetivo da taxa de referência em um quarto de ponto percentual (25pb) para 5,25-5,50%, o mais alto em 22 anos. Foi a 11ª alta desde março de 2022, quando a faixa ficou próxima de zero. A decisão foi unânime.
Em seu comunicado, a linguagem utilizada foi muito semelhante à de junho, ratificando que, para determinar o grau de aperto adicional da política monetária que pode ser adequado para eventualmente retornar a inflação para 2%, o Comitê levará em conta todas as medidas implementadas até agora, as defasagens com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, bem como a evolução dos fatores econômicos e financeiros. Além disso, continuará avaliando informações adicionais à medida que forem surgindo e suas implicações. Essas frases sugerem que as autoridades estão mantendo suas opções em aberto para aplicar outro aumento em sua próxima reunião em setembro, ou pausar ou pular um aumento, dependendo das informações e dados recebidos.
Por outro lado, o Comitê descreveu que os indicadores recentes revelam que a atividade econômica vem se expandindo em ritmo moderado (no comunicado anterior referia-se a uma expansão modesta). A criação de empregos foi forte nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. No entanto, a inflação continua alta. Por fim, destacou que o sistema bancário americano é sólido e resiliente.
Durante a sua conferência de imprensa, Jerome Powell destacou que as decisões futuras dependerão da evolução dos dados (data dependent), reiterando que, para o FED, as opções estão abertas. Em particular, Powell comentou que a decisão sobre futuras reuniões ainda não foi tomada, referindo-se à próxima reunião em 20 de setembro. Nesse sentido, comunicou que a decisão de aumentar ou manter a alíquota naquela assembleia será influenciada pelo grande volume de informações que serão conhecidas até aquela data.
Expectativas para a taxa de Fundos Federais

Fuente: JP Morgan