As compras on-line durante a Black Friday aumentaram 7,5% em comparação com o ano anterior, atingindo um recorde de US$ 9,8 bilhões, de acordo com um relatório da Adobe Analytics., empresa que analisa um bilhão de visitas em sites de varejo, 18 categorias de produtos e 100 milhões de artigos exclusivos. Vale lembrar que o impulso da Black Friday foi mantido em relação ao dia anterior, o Dia de Ação de Graças, quando as vendas on-line totalizaram US$ 5,6 bilhões.
O relatório detalhou que foi observado um consumidor muito estratégico no último ano, tentando aproveitar ao máximo os descontos da temporada diante de orçamentos mais apertados pelos impactos da inflação e das altas taxas de juros. Particularmente, US$ 79 milhões das vendas vieram de consumidores que optaram pela forma de pagamento flexível, ou seja, “Compre agora, pague depois”, o que representou um aumento de 47% em relação ao ano passado. Esse método de pagamento (entre 1º de novembro e 23 de novembro) totalizou US$ 5,9 bilhões, um aumento de 13,4% em relação a 2022.
Por outro lado, US$ 5,3 bilhões das vendas on-line vieram de compras por celular, em que os influencers e a publicidade nas mídias sociais fizeram com que os consumidores se sentissem à vontade para gastar em seus dispositivos móveis. Além disso, espera-se que as vendas da Cyber Monday atinjam até US$ 12,4 bilhões, tornando-a o maior dia de compras on-line do ano nos EUA. Por fim, o relatório revelou que as categorias mais vendidas durante a Black Friday foram as de eletrônicos, como smartwatches e TVs, além de brinquedos e jogos. As ferramentas de reparo doméstico, por sua vez, tiveram um desempenho menos animador.
Nos dias anteriores, a National Retail Federation, que agrupa várias redes de varejo, previu um possível recorde de consumo durante as festividades em novembro e dezembro, com um crescimento de 3% a 4% em relação a 2022.
Vendas históricas durante esses feriados (US$bn)

Fonte: National Retail Federation (NFR)